O cenário paradisíaco da ilha de Sifnos, no arquipélago das Cíclades, na Grécia, tornou-se palco de uma tragédia aérea na última segunda-feira (17). Um helicóptero particular caiu pouco tempo após a decolagem, resultando na morte imediata de três pessoas. Entre as vítimas, estava um jovem casal britânico que havia escolhido as ilhas gregas para celebrar o início de sua vida matrimonial em uma viagem de lua de mel.
As vítimas foram identificadas pelas autoridades forenses gregas como Alexander Cromie, de 31 anos, e Marie Ebert, de 30 anos. Segundo informações divulgadas pelo portal G1, o casal residia em Londres e possuía laços familiares e acadêmicos com as cidades de Birmingham e Exeter. A viagem, que deveria ser um momento de celebração, foi interrompida bruscamente quando a aeronave se chocou contra o solo em uma área próxima ao heliponto local.
O acidente ocorreu por volta das 18h17 (horário local), no final da tarde. A aeronave envolvida era um modelo Bell 206 fretado, que teria apresentado problemas técnicos momentos antes do impacto. Vídeos compartilhados em redes sociais por testemunhas oculares mostram uma densa e escura coluna de fumaça subindo do local da queda, que rapidamente foi isolado pelas equipes de emergência e pelo Corpo de Bombeiros da região.
Além do casal britânico, o piloto grego Giorgos Raikos, de 53 anos, também perdeu a vida no desastre. Raikos era descrito pelas autoridades locais como um profissional extremamente experiente, tendo servido anteriormente como oficial da Força Aérea Grega. A prefeitura de Sifnos manifestou profundo pesar pelo ocorrido e mobilizou recursos imediatos para auxiliar nos trabalhos de perícia e na remoção dos destroços da aeronave.
Investigação e Hipóteses Técnicas
De acordo com relatos colhidos pelo UOL Notícias, moradores da ilha afirmaram ter ouvido um ruído metálico incomum vindo das hélices momentos antes de o helicóptero perder altitude. O vice-prefeito de Sifnos, Manolis Fountolakis, confirmou que a principal linha de investigação da polícia e dos peritos aeronáuticos aponta para uma falha mecânica catastrófica, possivelmente concentrada no rotor de cauda do aparelho.
Peritos em aviação civil foram deslocados de Atenas para Sifnos na manhã de terça-feira para iniciar a coleta de evidências físicas e análise dos componentes do motor. O objetivo central é determinar se a manutenção da aeronave estava rigorosamente em dia e se houve algum fator externo contribuinte, como as condições de vento no momento da decolagem, embora o céu estivesse limpo e a visibilidade fosse considerada boa.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido confirmou oficialmente que está prestando todo o apoio consular necessário às famílias de Alexander Cromie e Marie Ebert. Representantes diplomáticos britânicos mantêm contato direto com a polícia grega para agilizar os trâmites de repatriação dos corpos e garantir que a investigação sobre as causas da morte seja conduzida com total transparência.
A ilha de Sifnos é um destino turístico sofisticado e geralmente tranquilo, sendo muito procurada por casais e turistas que utilizam voos fretados a partir de Atenas para evitar o tempo de deslocamento dos ferries. O casal estava hospedado em uma vila na região de Markopoulo, no continente, e realizava um passeio de um dia pela ilha quando a tragédia aconteceu durante o trajeto de retorno.
Repercussão e Segurança Aérea
Segundo a CNN Portugal, o governo grego já determinou a abertura de um inquérito formal para apurar as responsabilidades da empresa proprietária do helicóptero Bell 206. A segurança dos voos privados entre as ilhas gregas é um tema recorrente durante a alta temporada de verão, e este acidente reacendeu o debate sobre a fiscalização rigorosa das aeronaves de pequeno porte que operam no Mar Egeu.
A notícia gerou grande comoção nas redes sociais, onde amigos e familiares prestaram homenagens emocionadas ao casal. Alexander e Marie haviam compartilhado registros felizes de sua viagem dias antes, celebrando o início da vida a dois. A comunidade local de Sifnos também se mostrou profundamente abalada, visto que acidentes aéreos com vítimas fatais são extremamente raros na rotina da ilha, que agora aguarda as conclusões finais dos laudos periciais.







