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Terremoto de magnitude 7,4 devasta cidades na Colômbia e paralisa infraestrutura aeroportuária

O território colombiano foi sacudido na manhã desta segunda-feira por um terremoto de magnitude 7,4, um dos mais potentes registrados no país na última década. O epicentro foi localizado na região de San José del Palmar, no departamento de Chocó, mas o impacto foi sentido com intensidade em grandes centros urbanos como Bogotá, Cali e Medellín, além de países vizinhos como Equador e Panamá. A profundidade de aproximadamente 100 quilômetros não impediu que a energia liberada causasse destruição generalizada em áreas residenciais e comerciais.

Impacto na Infraestrutura Aeroportuária

A infraestrutura de transportes do país sofreu um golpe severo, com o fechamento imediato de pelo menos seis terminais aéreos. O caso mais crítico é o do Aeroporto Internacional Matecaña, em Pereira, onde imagens registradas por passageiros mostram o desabamento de grandes seções do teto do saguão principal. De acordo com a CNN Brasil, as operações foram suspensas para que engenheiros avaliem fissuras detectadas na pista e danos estruturais na torre de controle.

Além de Pereira, os aeroportos de Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura também tiveram suas atividades interrompidas por tempo indeterminado. A Autoridade de Aeronáutica Civil da Colômbia emitiu um comunicado oficial recomendando que os viajantes não se desloquem aos terminais e busquem informações diretamente com as companhias aéreas. A paralisação do tráfego aéreo complica a logística de chegada de ajuda humanitária e equipes especializadas de outras regiões.

Destruição Urbana e Vítimas

Em Manizales, a situação é descrita como catastrófica por autoridades locais. Diversos edifícios de múltiplos andares colapsaram totalmente, transformando ruas em cenários de guerra cobertos por poeira e destroços. Um vídeo divulgado pelo G1 capturou o momento exato em que uma estrutura residencial ruiu, gerando pânico entre os moradores que tentavam evacuar a área em meio aos tremores secundários.

As equipes de resgate, compostas por bombeiros, defesa civil e voluntários, trabalham ininterruptamente em uma corrida contra o tempo. O foco principal está na chamada “janela de ouro”, as primeiras 72 horas após o desastre, período em que as chances de encontrar sobreviventes sob os escombros são significativamente maiores. Cães farejadores e equipamentos de escuta sensível estão sendo utilizados para localizar sinais de vida em meio às toneladas de concreto retorcido.

O balanço oficial de vítimas tem sido atualizado constantemente pelas autoridades colombianas à medida que o acesso a áreas isoladas é restabelecido. Segundo informações da BBC Brasil, o número de mortos já ultrapassa a marca de 230 pessoas, enquanto milhares permanecem desaparecidas ou desabrigadas. Hospitais nas cidades de Cali e Pereira operam acima da capacidade, atendendo centenas de feridos com traumas diversos causados por desabamentos.

Resposta Governamental e Crise Humanitária

O presidente Eduardo de la Espriella declarou estado de desastre nacional, uma medida que permite a liberação imediata de recursos de emergência e facilita a coordenação entre o governo central e as administrações departamentais. Em pronunciamento à nação, o mandatário lamentou as perdas humanas e garantiu que todos os esforços do Estado estão voltados para o resgate e o apoio às famílias afetadas pela tragédia, priorizando o restabelecimento de serviços básicos.

A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba, relatou que a destruição no estado, onde se localizou o epicentro, é significante e preocupante. Muitas comunidades rurais permanecem isoladas devido a deslizamentos de terra que bloquearam as principais rodovias de acesso. A falta de energia elétrica e a interrupção nos serviços de comunicação dificultam o levantamento preciso dos danos nessas áreas mais remotas, onde o socorro ainda é escasso.

A solidariedade internacional começou a se manifestar poucas horas após o tremor. Países como os Estados Unidos e vizinhos sul-americanos ofereceram o envio de equipes de busca e salvamento, além de suprimentos médicos e alimentos. O secretário de Estado norte-americano afirmou que o governo está acompanhando de perto a situação e pronto para fornecer assistência técnica para a reconstrução da infraestrutura crítica, especialmente no setor de aviação civil.

Especialistas em sismologia alertam para a possibilidade de réplicas nas próximas semanas, o que mantém a população em estado de alerta constante. A orientação das autoridades é que os cidadãos evitem retornar a imóveis que apresentem rachaduras visíveis até que uma inspeção técnica seja realizada. A reconstrução da Colômbia, especialmente de seu sistema aeroportuário e centros urbanos históricos, deve levar meses e exigir um esforço financeiro e logístico sem precedentes na história recente do país.

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