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Forte terremoto de magnitude 7,4 devasta cidades na Colômbia e causa pânico com reflexos em Manaus

Impacto devastador e destruição na Colômbia

A Colômbia viveu momentos de terror na manhã desta segunda-feira (10) após um terremoto de magnitude 7,4 atingir a região oeste do país. O epicentro foi localizado em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a uma profundidade de aproximadamente 107 quilômetros. O abalo foi tão potente que pôde ser sentido em grandes centros urbanos como Bogotá, Cali e Medellín, provocando o desespero de milhares de cidadãos que buscaram abrigo em áreas abertas para escapar de possíveis desabamentos.

De acordo com balanços preliminares divulgados pelas autoridades colombianas, o número de mortos já ultrapassa a marca de 100 pessoas, com dezenas de feridos ainda sendo resgatados dos escombros. Em Cali, relatos indicam que pelo menos 30 estruturas colapsaram total ou parcialmente, enquanto em outras cidades menores próximas ao epicentro, a destruição é descrita como significante pela governadora de Chocó. Equipes de emergência trabalham ininterruptamente para localizar sobreviventes em áreas onde o acesso foi dificultado por deslizamentos de terra.

A infraestrutura de transportes foi severamente atingida pelo sismo. O Aeroporto Internacional Matecaña, na cidade de Pereira, registrou o desabamento de partes do teto do saguão principal. Vídeos compartilhados em redes sociais mostram passageiros protegendo a cabeça enquanto destroços caíam das estruturas superiores, forçando a suspensão imediata das operações aéreas no terminal para garantir a integridade física de funcionários e viajantes.

Além de Pereira, a Aeronáutica Civil da Colômbia informou que os aeroportos de Manizales, Quibdó, Armênia, Cartago e Buenaventura também sofreram danos estruturais. As operações nesses terminais permanecem suspensas por tempo indeterminado para avaliações de segurança, o que gerou um caos logístico no espaço aéreo do país e afetou voos internacionais. A prioridade das autoridades agora é garantir que as pistas e torres de controle estejam seguras antes de retomar o fluxo normal de aeronaves.

Reflexos no Brasil e pânico em Manaus

O impacto do sismo cruzou fronteiras e chegou ao Brasil, especificamente em Manaus. Moradores de edifícios altos em bairros como Adrianópolis, Vieiralves e Ponta Negra relataram ter sentido o chão e móveis balançarem por volta das 8h30 no horário local. O fenômeno, embora comum em eventos de grande magnitude na Cordilheira dos Andes, causou pânico e levou à evacuação imediata de diversos prédios comerciais e residenciais na capital amazonense, com centenas de pessoas ocupando as calçadas.

O Corpo de Bombeiros do Amazonas confirmou que recebeu diversos chamados para vistorias preventivas em diferentes zonas da cidade. Equipes técnicas foram deslocadas para o Centro e para a zona centro-sul para avaliar possíveis rachaduras ou danos estruturais em prédios com mais de oito pavimentos. Até o momento, não houve registro de vítimas ou danos materiais graves em solo brasileiro, mas a recomendação é de cautela e atenção a qualquer sinal de instabilidade nas edificações.

Especialistas explicam que a propagação das ondas sísmicas até Manaus ocorre devido à profundidade do tremor e à composição do solo da bacia amazônica, que pode amplificar a percepção do movimento em estruturas elevadas. Sismólogos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) destacaram que, apesar da magnitude elevada, a profundidade de 107 km ajudou a atenuar o impacto direto na superfície em comparação a tremores mais rasos, o que evitou uma tragédia ainda maior nas áreas urbanas colombianas.

A Colômbia está situada em uma região de alta atividade sísmica, próxima ao chamado Círculo de Fogo do Pacífico, onde o encontro de placas tectônicas é constante. Segundo a CNN Brasil, a Autoridade Marítima Colombiana descartou o risco de tsunami na costa do Pacífico, tranquilizando as populações litorâneas que temiam o avanço do mar após o tremor inicial. A vigilância, no entanto, permanece alta devido à possibilidade de réplicas nas próximas horas.

O governo brasileiro manifestou solidariedade e colocou-se à disposição para prestar apoio humanitário e técnico ao país vizinho. O estado de São Paulo também sinalizou a possibilidade de mobilizar profissionais da Defesa Civil e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para auxiliar nas perícias de engenharia e resgate, caso haja uma solicitação formal por parte das autoridades de Bogotá. A cooperação internacional é vista como essencial para a rápida recuperação das áreas afetadas.

Enquanto as equipes de resgate trabalham contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros de casas e edifícios, a Colômbia tenta restabelecer serviços básicos de energia e comunicação em Chocó. A previsão é de que o número de vítimas possa subir à medida que o acesso a áreas rurais isoladas por deslizamentos de terra seja restabelecido pelas forças de segurança. O país permanece em estado de alerta máximo enquanto contabiliza os prejuízos de um dos sismos mais fortes dos últimos anos.

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