Um terremoto de magnitude 7,4 na escala Richter atingiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10), provocando destruição em larga escala e deixando um rastro de vítimas no oeste do país. O epicentro foi registrado na região de San José del Palmar, a uma profundidade de 110 quilômetros, mas a força das ondas sísmicas foi suficiente para ser sentida em países vizinhos, incluindo o Brasil. De acordo com o balanço mais recente das autoridades colombianas, o desastre já contabiliza pelo menos 132 mortos e mais de 570 feridos, tornando-se o abalo mais forte registrado na nação vizinha na última década.
As cidades de Pereira e Manizales figuram entre as mais atingidas pela catástrofe. Em Pereira, o Aeroporto Internacional Matecaña sofreu danos estruturais graves, com partes do teto desabando sobre as áreas de embarque, o que forçou a suspensão imediata de todas as operações aéreas. Imagens divulgadas pelo portal G1 mostram o desespero de passageiros e funcionários tentando se proteger sob mesas e balcões enquanto a estrutura do terminal balançava violentamente.
Destruição urbana e colapso de edifícios
Em Manizales, a situação é crítica, com relatos de desabamentos de prédios residenciais e danos severos em monumentos históricos, como a cúpula da Catedral Basílica Metropolitana. O governo colombiano mobilizou o exército e equipes de resgate para buscar sobreviventes que ainda podem estar presos sob os escombros de cerca de 60 edifícios que colapsaram totalmente. A infraestrutura de serviços básicos, como energia elétrica e abastecimento de água, foi interrompida em diversas províncias do oeste colombiano para evitar incêndios e inundações secundárias.
O impacto do sismo não se limitou ao território colombiano. Moradores de Manaus, no Amazonas, relataram momentos de tensão quando prédios comerciais e residenciais começaram a balançar por volta das 8h30 (horário local). Segundo informações do UOL Notícias, o tremor foi sentido com maior clareza em edifícios altos localizados em bairros como Adrianópolis, Ponta Negra e Vieiralves, levando centenas de pessoas a abandonarem suas casas e escritórios em busca de segurança nas ruas.
Reflexos no Brasil e atuação dos Bombeiros
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) confirmou ter recebido diversos chamados para vistorias técnicas em estruturas na capital amazonense. Embora o susto tenha sido grande, as autoridades brasileiras informaram que, até o momento, não foram registrados danos estruturais graves ou vítimas em solo nacional. Especialistas explicam que a propagação de ondas sísmicas de terremotos profundos nos Andes é um fenômeno conhecido, que costuma afetar a bacia amazônica devido à composição do solo e à altura das edificações modernas.
A Aeronáutica Civil da Colômbia estendeu a suspensão de voos para outros cinco terminais aéreos, incluindo os de Armênia, Quibdó e Buenaventura, até que engenheiros garantam a estabilidade das pistas e torres de controle. O presidente colombiano, em pronunciamento oficial, declarou estado de calamidade pública e solicitou apoio internacional para as operações de busca e salvamento, destacando que a prioridade absoluta é a preservação de vidas e o atendimento médico aos feridos graves.
Contexto geológico e alertas regionais
Sismólogos apontam que a Colômbia está situada em uma zona de alta atividade tectônica, próxima ao chamado Círculo de Fogo do Pacífico, onde o encontro de placas tectônicas gera tensões constantes. De acordo com o G1 Amazonas, a profundidade do tremor deste dia 10 ajudou a dissipar parte da energia antes que ela atingisse a superfície, o que evitou uma tragédia ainda maior em termos de número de mortos, embora a magnitude 7,4 seja considerada extremamente perigosa.
Além do Brasil, o abalo foi sentido com força no Equador, na Venezuela e no Panamá. Em Caracas e Quito, sirenes de emergência foram acionadas e protocolos de evacuação foram seguidos em áreas centrais. A comunidade internacional começou a enviar mensagens de solidariedade, e países vizinhos já preparam o envio de ajuda humanitária, incluindo cães farejadores e equipamentos de detecção de sinais vitais sob escombros, enquanto as réplicas do tremor continuam a assustar a população local.
Até o fechamento desta matéria, as equipes de defesa civil permaneciam em alerta máximo em toda a região amazônica e andina. Em Manaus, a recomendação das autoridades é que, em caso de novos tremores, a população mantenha a calma, utilize as escadas de emergência e evite elevadores. O monitoramento sismológico segue em tempo real para identificar possíveis novos abalos que possam ocorrer em decorrência do ajuste das placas tectônicas após o evento principal.







