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Jóquei Leandro Henrique morre aos 27 anos após queda na Gávea

O mundo do turfe brasileiro amanheceu em luto nesta quarta-feira (19) com a confirmação da morte do jóquei Leandro Henrique, de apenas 27 anos. O atleta, considerado um dos maiores talentos de sua geração, não resistiu às complicações decorrentes de uma queda sofrida durante uma corrida no Jockey Club Brasileiro, localizado na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. O acidente ocorreu no último domingo (16), durante a realização do segundo páreo da programação oficial, gerando imediata preocupação entre colegas e espectadores presentes no hipódromo.

Segundo relatos de testemunhas e informações da transmissão oficial, o cavalo montado por Leandro saiu abruptamente da pista e saltou os cavaletes de proteção, o que resultou na queda violenta do jóquei. O impacto causou uma fratura exposta na região do quadril e um traumatismo craniano grave. O atendimento médico foi realizado ainda na pista, e o atleta foi encaminhado com urgência ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde passou por procedimentos cirúrgicos complexos antes de ser transferido para uma unidade de saúde particular.

A notícia de seu falecimento foi confirmada pelo portal G1, que destacou a comoção de familiares e amigos. Leandro Henrique lutou pela vida durante três dias, mas a gravidade das lesões cerebrais e físicas acabou sendo fatal. Sua esposa, a também jóquei Victoria Mota, expressou sua dor nas redes sociais, descrevendo o marido como o amor de sua vida e prometendo força para cuidar da filha do casal, Manoela, que nasceu pouco depois da maior vitória da carreira do pai.

Uma carreira meteórica e vitoriosa no turfe

Natural de Recife, Pernambuco, Leandro Henrique iniciou sua trajetória no esporte ainda na infância, aos 9 anos, na Escola de Pôneis. Sua ascensão foi rápida e impressionante. Ao chegar ao Rio de Janeiro aos 16 anos, ele ingressou na Escola de Profissionais do Turfe e, em seu primeiro ano como aprendiz, conquistou a estatística de jóqueis da temporada 2016/2017, um feito inédito que o colocou imediatamente sob os holofotes do esporte nacional.

Ao longo de pouco mais de uma década de carreira profissional, Leandro acumulou troféus de prestígio. Entre suas conquistas mais notáveis estão o GP Cruzeiro do Sul – Derby Brasileiro, o GP Jockey Club Brasileiro e o GP Estado do Rio de Janeiro. No entanto, o ápice de sua trajetória ocorreu em 2025, quando venceu o Grande Prêmio Brasil, a prova mais importante do calendário brasileiro, montando o cavalo Sinsel. Essa vitória consolidou seu nome entre os imortais do Hipódromo da Gávea.

A trajetória de Leandro era marcada pela técnica refinada e pela coragem nas pistas. De acordo com o UOL Esporte, ele era admirado não apenas por seus resultados, mas pelo profissionalismo e pela ética de trabalho. Sua morte interrompe um ciclo que prometia ainda muitos anos de glórias internacionais, visto que ele já havia representado o Brasil em competições de alto nível em Hong Kong, enfrentando os melhores jóqueis do mundo.

Segurança e comoção no Jockey Club Brasileiro

O Jockey Club Brasileiro emitiu uma nota oficial lamentando profundamente a perda. A instituição ressaltou que Leandro deixa uma trajetória marcante e uma saudade imensa entre profissionais e admiradores. O clube também manifestou total solidariedade à família, especialmente à esposa Victoria e à pequena Manoela. O clima na Gávea é de profunda tristeza, com homenagens sendo preparadas pelos demais jóqueis e treinadores que conviviam diariamente com o atleta.

Este trágico incidente traz à tona discussões sobre a segurança nas competições de alta velocidade. Conforme reportado pela Folha de S.Paulo, o turfe é um esporte de alto risco, e fatalidades, embora raras, chocam a comunidade. Em 2025, o hipódromo carioca já havia passado por um trauma semelhante com a morte do jovem aprendiz Joaquim Pavoski Dapper, de apenas 16 anos, o que reforça a necessidade de constantes revisões nos protocolos de segurança e infraestrutura das pistas.

A morte de Leandro Henrique não é apenas uma perda estatística para o esporte, mas um golpe no coração de uma comunidade muito unida. O jóquei era visto como um exemplo para os novos alunos da Escola de Profissionais do Turfe, provando que o talento vindo do Nordeste poderia dominar as pistas mais competitivas do país. Sua história de superação, desde as primeiras montarias em Pernambuco até o topo do pódio no GP Brasil, continuará a inspirar futuras gerações de cavaleiros.

Até o fechamento desta matéria, as informações sobre o velório e o sepultamento de Leandro Henrique ainda não haviam sido totalmente detalhadas pela família, mas espera-se uma cerimônia com grandes homenagens no Rio de Janeiro. O esporte brasileiro perde um de seus jovens brilhantes, e o Hipódromo da Gávea silencia em respeito a um campeão que partiu cedo demais, deixando um legado de vitórias e uma marca indelével na história do turfe nacional.

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