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Forte terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia deixa rastro de destruição e é sentido em Manaus

Na manhã desta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, a Colômbia foi sacudida por um dos tremores mais potentes de sua história recente. Um terremoto de magnitude 7,4, com epicentro localizado na região de San José del Palmar, no departamento de Chocó, espalhou destruição por diversas províncias do país. O abalo, ocorrido a uma profundidade de aproximadamente 100 quilômetros, foi sentido com clareza em grandes centros urbanos como Bogotá, Cali e Medellín, mas os danos mais severos concentraram-se no Eixo Cafeeiro, especialmente nas cidades de Manizales e Pereira.

De acordo com balanços preliminares divulgados pela associação de cidades capitais (Asocapitales) e repercutidos pelo portal G1, o número de mortos já ultrapassa a marca de 130 pessoas, com centenas de feridos sendo atendidos em hospitais de campanha. A força do sismo causou o colapso total de pelo menos 61 edifícios e danificou seriamente mais de mil residências. Equipes de resgate trabalham contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros, enquanto o governo nacional decretou estado de emergência para agilizar o envio de recursos às áreas afetadas.

Impacto na Infraestrutura e Aeroportos

A infraestrutura de transporte da Colômbia sofreu um golpe duríssimo. A Autoridade de Aeronáutica Civil informou que pelo menos seis aeroportos tiveram suas operações suspensas devido a danos estruturais. O Aeroporto Internacional Matecaña, em Pereira, foi um dos mais atingidos, com imagens circulando nas redes sociais mostrando tetos desabados e rachaduras profundas nas pistas e terminais. Segundo a CNN Brasil, os terminais de Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura também permanecem fechados para avaliações técnicas de segurança.

Em Manizales, a cena urbana foi alterada pela queda de uma das torres da emblemática catedral em estilo gótico da cidade. Moradores relataram momentos de pânico absoluto enquanto o solo ondulava, forçando a evacuação imediata de hospitais e escolas. Em Cali, enfermeiras foram filmadas removendo pacientes em leitos para as calçadas, temendo que as estruturas hospitalares não resistissem a possíveis réplicas do tremor principal.

Reflexos no Brasil: Pânico em Manaus

Surpreendentemente, a energia liberada pelo sismo atravessou a fronteira e foi sentida a mais de 2 mil quilômetros de distância, na capital do Amazonas. Em Manaus, moradores de diversos bairros, especialmente aqueles que residem em edifícios altos, relataram que objetos como lustres e persianas balançaram intensamente por vários segundos. O fenômeno, embora raro, é explicado por especialistas devido à magnitude elevada do evento e à forma como as ondas sísmicas se propagam pela crosta terrestre.

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) confirmou ter recebido diversos chamados de emergência logo após o tremor na Colômbia. Conforme detalhado em reportagem do G1 Amazonas, as equipes realizaram vistorias preventivas em prédios comerciais e residenciais no centro e na zona centro-sul de Manaus. Embora não tenham sido registrados danos estruturais graves ou vítimas na capital amazonense, a orientação foi de evacuação imediata em locais onde o tremor foi percebido, como medida de cautela.

Contexto Geológico e Resposta Governamental

A Colômbia está situada em uma zona de alta atividade sísmica, próxima ao chamado “Círculo de Fogo do Pacífico” e na junção de importantes placas tectônicas. Sismólogos explicam que, embora tremores menores sejam frequentes na região, um evento de 7,4 graus é considerado excepcional e devastador. A profundidade do hipocentro ajudou a dissipar parte da energia, o que evitou uma tragédia ainda maior em termos de fatalidades imediatas, mas permitiu que a vibração alcançasse áreas distantes como o norte do Brasil e partes do Equador e Venezuela.

O presidente colombiano, Abelardo De La Espriella, convocou o Comitê Nacional para o Manejo de Desastres para coordenar a resposta humanitária. Em pronunciamento oficial, o mandatário afirmou que a prioridade total é o resgate de pessoas presas em escombros e o restabelecimento dos serviços básicos, como água e energia, que foram interrompidos em várias cidades do oeste do país. A solidariedade internacional começou a se manifestar, com países vizinhos oferecendo equipes especializadas em busca e salvamento.

No Brasil, a Defesa Civil permanece em alerta, monitorando possíveis réplicas que possam ser sentidas na região Norte. Especialistas do Observatório Sismológico da UnB destacam que, embora o Brasil não sofra com terremotos de grande magnitude originados em seu próprio território, a percepção de sismos andinos em cidades como Manaus e Belém é um lembrete da interconectividade geológica do continente. A recomendação para a população em casos de novos tremores é manter a calma, afastar-se de janelas e procurar abrigo sob estruturas sólidas ou áreas abertas.

Até o momento, as operações de busca continuam sem interrupção nas cidades colombianas mais afetadas. O cenário é de desolação, com famílias aguardando notícias de parentes desaparecidos e o sistema de saúde operando no limite de sua capacidade. A reconstrução das áreas atingidas, especialmente dos aeroportos vitais para a economia regional, deve levar meses, enquanto a Colômbia tenta se recuperar de um dos desastres naturais mais impactantes da década.

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