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Terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia deixa rastro de destruição e provoca pânico em Manaus

O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia na manhã desta segunda-feira (10) gerou uma onda de choque que atravessou fronteiras e trouxe momentos de pânico para a região Norte do Brasil. O epicentro foi registrado em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a uma profundidade estimada entre 95 e 107 quilômetros, segundo agências sismológicas internacionais. A força do abalo foi suficiente para ser sentida em grandes centros urbanos como Bogotá, Cali e Medellín, além de países vizinhos como Equador e Venezuela.

Na Colômbia, o cenário é de calamidade em diversas regiões. A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba-Curi, relatou uma “destruição significante” em infraestruturas críticas e residências. De acordo com informações preliminares divulgadas por veículos como O Globo, o número de mortos já ultrapassa a marca de cem pessoas, com centenas de feridos sendo atendidos em hospitais de campanha montados às pressas.

A infraestrutura aeroportuária colombiana sofreu danos severos, forçando a suspensão imediata de operações em pelo menos seis terminais aéreos. No Aeroporto Internacional Matecaña, em Pereira, imagens impressionantes mostram o desabamento parcial do teto do saguão principal, com passageiros tentando se proteger em meio aos escombros. Outras cidades como Manizales, Quibdó e Armênia também reportaram danos estruturais em suas pistas e torres de controle, isolando partes do país.

Reflexos e pânico na capital amazonense

Em Manaus, situada a mais de mil quilômetros do epicentro, o tremor foi sentido de forma nítida, especialmente em edifícios altos. Moradores e trabalhadores de bairros como Adrianópolis, Vieiralves e Ponta Negra relataram que móveis e objetos de decoração balançaram por vários segundos. O susto levou à evacuação imediata de diversos prédios comerciais e residenciais no Centro da capital, onde o pânico tomou conta de quem estava nos andares mais elevados.

Um dos pontos de maior tensão foi o Edifício Palácio do Comércio, localizado na região central de Manaus. Testemunhas relataram que persianas e luminárias oscilaram bruscamente, e alguns elevadores chegaram a travar durante o abalo. Conforme detalhado pelo portal Metrópoles, muitos servidores públicos e funcionários de empresas privadas desceram pelas escadas de emergência e permaneceram nas calçadas por horas, temendo réplicas do sismo.

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) foi acionado para realizar vistorias preventivas em diversas edificações. A corporação recebeu mais de nove chamados em um curto intervalo de tempo, mobilizando equipes de engenharia para avaliar possíveis rachaduras ou danos estruturais que pudessem comprometer a segurança dos ocupantes. Até o momento, não houve registros de vítimas ou desabamentos na capital amazonense, mas a orientação é de vigilância constante.

Explicação geológica e histórico recente

Especialistas explicam que a percepção de terremotos distantes em Manaus não é um fenômeno inédito, mas está ligada à profundidade do sismo e à forma como as ondas sísmicas se propagam pela Bacia Amazônica. Terremotos profundos tendem a dissipar energia por áreas muito vastas, e o solo arenoso de certas partes da capital pode amplificar a sensação de balanço em estruturas de grande porte. O G1 destacou que este é o segundo evento do tipo sentido na região em poucos meses, após reflexos de tremores na Venezuela em junho.

A Defesa Civil do Amazonas emitiu um comunicado reforçando protocolos de segurança para a população. A recomendação principal em casos de tremores é manter a calma, afastar-se de janelas e objetos que possam cair, e buscar abrigo sob mesas resistentes ou vãos de portas. Caso o prédio apresente fissuras visíveis após o evento, a evacuação deve ser feita de forma ordenada, utilizando sempre as escadas em vez de elevadores.

Na Colômbia, o governo federal declarou estado de desastre nacional para agilizar o envio de recursos e equipes de resgate às zonas mais afetadas. O Exército e a Cruz Vermelha trabalham na remoção de escombros em cidades como Cali, onde cerca de 30 estruturas colapsaram totalmente. A prioridade absoluta é localizar sobreviventes sob os prédios que vieram abaixo em áreas residenciais densamente povoadas.

Enquanto as autoridades colombianas contabilizam os prejuízos bilionários e a perda irreparável de vidas, no Brasil, o episódio serve como um alerta para a necessidade de revisão dos planos de contingência em cidades da Amazônia. Embora o país não esteja em uma zona de alta atividade sísmica, a vulnerabilidade de grandes centros urbanos a eventos transfronteiriços exige uma preparação técnica cada vez mais refinada das forças de segurança e engenharia civil.

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