Home / Mundo / Tragédia em Sifnos: Casal britânico em lua de mel morre após queda de helicóptero na Grécia

Tragédia em Sifnos: Casal britânico em lua de mel morre após queda de helicóptero na Grécia

A idílica ilha de Sifnos, no arquipélago das Cíclades, tornou-se palco de uma tragédia que chocou a comunidade internacional nesta semana. Um casal de recém-casados britânicos, que celebrava o início de sua vida matrimonial em solo grego, está entre as três vítimas fatais de um acidente de helicóptero ocorrido na noite da última segunda-feira. O voo, que deveria ser um curto trajeto panorâmico entre o continente e a ilha, terminou de forma catastrófica a poucos metros da pista de pouso, deixando famílias e colegas de trabalho em luto profundo enquanto as autoridades buscam respostas para a queda súbita da aeronave.

As vítimas foram identificadas como Alexander Cromie, de 31 anos, e Marie Ebert, de 30 anos. O casal, residente em Londres, havia oficializado a união poucas semanas antes e escolheu a Grécia como destino para a lua de mel. De acordo com informações confirmadas pelo portal G1 Mundo, Alexander era vice-presidente de gestão de investimentos na gigante financeira Blackstone, enquanto Marie atuava como especialista sênior na renomada consultoria Bain & Company. Ambas as empresas emitiram notas oficiais expressando profunda consternação e descrevendo o casal como profissionais brilhantes e muito queridos por seus pares.

O acidente ocorreu por volta das 18h15 (horário local), quando o helicóptero privado, um modelo Bell 206 operado pela companhia Bellavia Aviation Services, se aproximava do heliporto de Sifnos, na região de Tholos. Segundo testemunhas oculares que residem próximo ao local do impacto, a aeronave começou a apresentar um comportamento errático momentos antes de tocar o solo. Relatos colhidos por redes de notícias como a CNN Brasil indicam que o helicóptero emitiu um “ruído estranho e metálico” vindo do motor e começou a girar descontroladamente sobre o próprio eixo, perdendo altitude rapidamente até colidir com uma encosta árida e explodir em uma bola de fogo.

Além do casal, o piloto da aeronave, identificado como Giorgos Raikos, de 53 anos, também não sobreviveu ao impacto. Raikos era um profissional amplamente respeitado no setor de aviação civil grega, com um histórico de serviço na Força Aérea do país e milhares de horas de voo em seu currículo. A vice-prefeitura de Sifnos, representada por Manolis Fountoulakis, lamentou a perda e destacou que as condições climáticas no momento do acidente eram consideradas estáveis, o que reforça a hipótese inicial de uma falha mecânica catastrófica em vez de erro humano ou interferência meteorológica.

Equipes de emergência e bombeiros foram acionados imediatamente após a explosão, mas a intensidade das chamas dificultou o resgate inicial. Os corpos das três vítimas foram recuperados após o controle do incêndio e encaminhados para a capital, Atenas, onde serão submetidos a exames forenses. A área do acidente permanece isolada para a coleta de destroços e evidências. A Organização Nacional de Investigação de Acidentes Aéreos e Ferroviários da Grécia já iniciou os trabalhos técnicos para analisar o motor e os sistemas de controle da aeronave Bell 206, que é um dos modelos mais utilizados em voos fretados na região.

A tragédia repercutiu fortemente no Reino Unido, levando o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico a intervir. Em comunicado, o órgão afirmou que está prestando suporte consular total às famílias de Alexander e Marie e que mantém contato direto com o governo grego para acompanhar o desenrolar das investigações. Segundo o portal UOL Notícias, o órgão de aviação civil da Grécia já emitiu uma diretriz temporária solicitando inspeções urgentes em aeronaves do mesmo modelo operando no país, como medida preventiva até que a causa exata da falha em Sifnos seja esclarecida.

Investigação foca em possível falha mecânica

Os investigadores agora se concentram nos registros de manutenção da aeronave e nos últimos momentos captados pelas torres de controle. Imagens de câmeras de segurança de propriedades vizinhas ao heliporto mostram o momento exato em que a cauda do helicóptero parece perder estabilidade, o que pode indicar uma quebra no rotor de cauda, componente essencial para o controle de direção. Analistas independentes sugerem que, se confirmado o ruído anormal citado pelas testemunhas, a hipótese de uma falha crítica no motor ganha força, tornando o pouso seguro praticamente impossível naquela altitude.

A ilha de Sifnos, conhecida por sua tranquilidade e gastronomia, viu seu fluxo turístico ser afetado pelo clima de tristeza. A prefeita local, Maria Nadali, expressou o choque da população: “Somos uma comunidade pequena e estamos devastados por este casal ter vindo em busca de felicidade em nossa ilha e encontrado tamanha tragédia”. A expectativa é que o relatório preliminar sobre as causas do desastre seja divulgado em até 30 dias, enquanto o mundo aguarda respostas sobre como um momento de celebração pôde se transformar em um luto tão inesperado e doloroso.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *