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Tragédia nas Cíclades: Casal britânico morre em queda de helicóptero durante lua de mel na Grécia

A idílica ilha de Sifnos, no arquipélago das Cíclades, tornou-se cenário de uma tragédia que chocou a comunidade internacional e o setor de turismo de luxo na Europa. Alexander Cromie, de 31 anos, vice-presidente de gestão de investimentos da gigante Blackstone, e sua esposa, Marie Ebert, de 30 anos, perderam a vida quando o helicóptero particular que haviam fretado para celebrar sua lua de mel caiu e explodiu a poucos metros do heliponto de destino. O acidente, ocorrido no final da tarde de segunda-feira, também resultou na morte do piloto grego Giorgos Raikos, de 55 anos, um veterano da aviação militar.

A aeronave, um modelo Bell 206 operado pela empresa Bellavia Aviation Services, havia decolado de Markopoulo, na região da Ática, nas proximidades de Atenas. O voo, que deveria ser um curto trajeto panorâmico sobre o Mar Egeu, transcorria normalmente até a aproximação final na área de Tholos, em Sifnos. Segundo informações apuradas pelo G1, o piloto chegou a contatar os serviços locais de terra para informar que estava se preparando para a aterrissagem, mas a comunicação foi abruptamente interrompida segundos depois.

Relatos de testemunhas e momentos de pânico

Moradores da região de Tholos relataram ter ouvido um ruído incomum vindo da aeronave momentos antes do impacto. Testemunhas oculares descreveram o som como semelhante ao de uma “aeronave militar em dificuldades” ou uma “explosão metálica no ar”. O vice-prefeito de Sifnos, Manolis Fountoulakis, confirmou em entrevista a canais de TV locais que o helicóptero começou a girar descontroladamente sobre o próprio eixo antes de despencar. Imagens de câmeras de segurança de uma residência próxima registraram o momento em que a cauda da aeronave parece perder a estabilidade, levando-a a um mergulho fatal.

O impacto ocorreu em uma encosta árida, a apenas 50 metros de um conjunto de casas e do mosteiro Panayia tis Vrysis. Com a queda, o tanque de combustível explodiu instantaneamente, gerando uma densa coluna de fumo negro que pôde ser vista de diversos pontos da ilha. De acordo com a CNN Brasil, equipes do corpo de bombeiros foram mobilizadas rapidamente, mas a violência das chamas impediu qualquer tentativa de resgate imediato das vítimas, que morreram no local.

Uma equipe especializada de resgate da ilha vizinha de Siros foi deslocada via lancha rápida para auxiliar nos trabalhos de perícia e remoção dos corpos. A prefeita de Sifnos, Maria Nadali, expressou profundo pesar pelo ocorrido, classificando o evento como “um incidente chocante e sem precedentes” para a pequena ilha, que é conhecida por sua tranquilidade e hospitalidade. A prefeitura decretou luto e prestou assistência logística para o transporte dos restos mortais até a capital grega para exames forenses.

Perfil das vítimas e comoção corporativa

Alexander Cromie era uma figura proeminente no setor financeiro de Londres. Sua morte gerou uma onda de comunicados de condolências, incluindo um da Blackstone, onde ele atuava como vice-presidente. A empresa afirmou estar “devastada” com a perda trágica de um colega querido e de sua esposa. O casal, que vivia na capital britânica, havia oficializado a união semanas antes e escolheu as ilhas gregas para uma celebração que deveria durar 15 dias, passando por destinos exclusivos do Mar Egeu.

O piloto, Giorgos Raikos, era amplamente respeitado na aviação grega. Ex-oficial da Força Aérea da Grécia, Raikos possuía milhares de horas de voo em helicópteros militares de grande porte, como o Chinook, antes de ingressar no setor privado. Colegas de profissão destacaram sua disciplina e técnica, o que torna o acidente ainda mais misterioso para os peritos. O portal UOL destacou que investigadores agora se concentram na manutenção da aeronave Bell 206 para entender se houve uma falha catastrófica no motor ou no rotor de cauda.

Investigação e segurança aérea

A Organização Nacional para a Investigação de Acidentes Aéreos e Ferroviários da Grécia (NOIAS) assumiu a liderança das investigações. Os peritos já recolheram destroços e estão analisando o registro de manutenção do helicóptero. A principal hipótese trabalhada no momento é a de falha mecânica, uma vez que as condições meteorológicas no momento do acidente eram consideradas ideais, com ventos fracos e visibilidade total. Não havia alertas de mau tempo que pudessem justificar a perda súbita de controle da aeronave.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido confirmou que está em contato constante com as autoridades gregas e prestando apoio consular às famílias de Cromie e Ebert. O governo britânico enviará representantes para acompanhar o desenrolar da perícia técnica. A tragédia levanta novos debates sobre a fiscalização dos serviços de “táxi aéreo” nas ilhas gregas, uma modalidade de transporte que cresceu exponencialmente nos últimos anos devido à alta demanda de turistas de alto poder aquisitivo.

Este não é o primeiro incidente envolvendo turistas britânicos e helicópteros na Grécia em anos recentes, o que aumenta a pressão sobre as autoridades de aviação civil para reforçar as inspeções preventivas. A NOIAS prometeu um relatório preliminar sobre as causas do acidente em Sifnos dentro de 30 dias. Enquanto isso, a comunidade de Sifnos e o setor financeiro de Londres prestam suas últimas homenagens ao jovem casal cuja trajetória de vida foi interrompida de forma brutal no ápice de sua felicidade.

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